OPORTUNIDADES PARA O RFCC: GERAÇÃO DE PROPENO E ETENO OU LCO DE ALTO CETANO
Gilbert, William
OPORTUNIDADES PARA O RFCC: GERAÇÃO DE PROPENO E ETENO OU LCO DE ALTO CETANO - 6 p.
O craqueamento de resíduo atmosférico (RAT) de petróleos da Bacia de Campos representou a maior conquista de um esforço de mais de 20 anos da Petrobras em processar cargas cada vez mais pesadas nos FCCs. Vários desafios tecnológicos tiveram que ser superados, tanto na área de engenharia quanto no desenvolvimento de sistemas catalíticos. Muita ênfase foi dada ao lado negativo do craqueamento de RAT: os altos rendimentos de coque, a dificuldade de especificar os produtos, o alto nível de metais no catalisador, etc. Existem, no entanto, várias oportunidades que podem ser exploradas no craqueamento de RAT, onde ele oferece vantagens em relação às cargas tradicionais do FCC. Os LCOs dos FCCs de resíduo (RFCC), por exemplo, apresentam Cetano calculado até 10 pontos mais alto do que os LCOs de FCCs de gasóleo, interessante quando se quer aproveitar esta corrente para incorporação no pool de diesel, após o hidrotratamento. O teor de aromáticos mais baixo dos produtos do RFCC é bom também para a produção de olefinas leves, matérias-primas petroquímicas. Os aditivos a base de ZSM-5 convertem seletivamente olefinas de 5 a 10 átomos de carbono em propeno e eteno. Estas olefinas precursoras são produzidas em maior quantidade no RFCC, fruto do deslocamento favorável do equilíbrio entre olefinas e aromáticos no produto. A efetividade dos aditivos de ZSM-5 é conseqüentemente maior no RFCC do que no FCC. Desta maneira, o presente trabalho descreve estudos em unidades de bancada onde o craqueamento de RAT é comparado com o craqueamento de gasóleo (GOP) tanto em condições para a maximização de médios quanto para a maximização de olefinas leves.
OPORTUNIDADES PARA O RFCC: GERAÇÃO DE PROPENO E ETENO OU LCO DE ALTO CETANO - 6 p.
O craqueamento de resíduo atmosférico (RAT) de petróleos da Bacia de Campos representou a maior conquista de um esforço de mais de 20 anos da Petrobras em processar cargas cada vez mais pesadas nos FCCs. Vários desafios tecnológicos tiveram que ser superados, tanto na área de engenharia quanto no desenvolvimento de sistemas catalíticos. Muita ênfase foi dada ao lado negativo do craqueamento de RAT: os altos rendimentos de coque, a dificuldade de especificar os produtos, o alto nível de metais no catalisador, etc. Existem, no entanto, várias oportunidades que podem ser exploradas no craqueamento de RAT, onde ele oferece vantagens em relação às cargas tradicionais do FCC. Os LCOs dos FCCs de resíduo (RFCC), por exemplo, apresentam Cetano calculado até 10 pontos mais alto do que os LCOs de FCCs de gasóleo, interessante quando se quer aproveitar esta corrente para incorporação no pool de diesel, após o hidrotratamento. O teor de aromáticos mais baixo dos produtos do RFCC é bom também para a produção de olefinas leves, matérias-primas petroquímicas. Os aditivos a base de ZSM-5 convertem seletivamente olefinas de 5 a 10 átomos de carbono em propeno e eteno. Estas olefinas precursoras são produzidas em maior quantidade no RFCC, fruto do deslocamento favorável do equilíbrio entre olefinas e aromáticos no produto. A efetividade dos aditivos de ZSM-5 é conseqüentemente maior no RFCC do que no FCC. Desta maneira, o presente trabalho descreve estudos em unidades de bancada onde o craqueamento de RAT é comparado com o craqueamento de gasóleo (GOP) tanto em condições para a maximização de médios quanto para a maximização de olefinas leves.



